03 julho 2014

Coisas Simples

we heart it

Os raios de sol infiltravam a sua janela naquela manhã, ela levantou sem coragem e foi direto para o banho. A água escorria pelo seu corpo não só levando com sigo o suor, mas também a infelicidade da moça. 

Ela saiu do banheiro e se arrumou para mais um dia de aula, foi até a cozinha e comeu algumas torradas com requeijão e deu alguns goles em seu café. Assim que escovou seus dentes e pegou a mochila foi para o ponto de ônibus.

Fazendo seu caminho como todos os dias, ela atravessou a rua e entrou no metrô, encostou seu cartão de transporte e passou pela catraca. Descendo as escadas com a expressão triste, ela caminhou em silêncio procurando uma música no celular que a ajudasse naquela manhã. 

O trem não havia chegado então ela se sentou, fechou os olhos e esperou a música começar. Seus pensamentos foram interrompidos por alguém que sentou ao seu lado, ela encarou o rapaz de pele clara e de lindos cabelos lisos e negros. Ele estava agoniado, balançava a perna constantemente e suas mãos se agitava no mesmo ritmo, apesar do pouco calor que estava no local, ele usava um casaco de frio cinza. Enquanto ela o encarava ele se levantou e foi ai que ela percebeu que o trem havia chegado.

Ele se sentou em uma janela do lado esquerdo, alguns passos a frente ela se sentou do lado oposto e começou a encara-lo através da janela do trem.  Ele continuava agoniado, colocava os pés no banco preferêncial a sua frente e colocou o capuz do casaco sobre a cabeça e encostou na janela. Ela não se conteve e soltou um sorriso ao ver a expressão boba que ele carregava no rosto, ela imaginou diversas coisas em que ele deveria estar pensando e até se assustou um pouco quando o olhou novamente pelo reflexo da janela, ele estava sorrindo, simplesmente... sorria.

Ela sorrio de volta, mesmo sabendo que ele não estava vendo e quando chegou em sua estação, ela se virou e olhou para ele, ele estava a encarando com um sorriso bobo de criança no rosto. Eles nunca mais iriam se ver novamente, mas ele não sabe como o sorriso dele tão sincero mudou seu dia.

Foi dali em diante que ela percebeu que não era preciso conhecer milhares de pessoas para ser feliz, mas que bastava um sorriso, um olhar com ternura de um desconhecido, para transformar a vida de alguém

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